Compilado de links para tudo que publiquei aqui, sempre atualizado

Desenho que fiz para meu conto autobiográfico Escravo de Momentos.

Estou no Medium faz algum tempo. Este sumário reúne e organiza de alguma maneira tudo que já publiquei por aqui e é atualizado toda vez que posto algo novo.

Caso deseje entrar em contato comigo, por qualquer que seja o motivo, meu e-mail é ro_goldacker@yahoo.com.br e você também pode me adicionar e/ou mandar um inbox no meu perfil do Facebook ou me seguir/enviar um direct no meu twitter.

Neste período, fui agraciado com a oportunidade de escrever para as publicações Fazia Poesia, Ensaios Sobre a Loucura, Revista Subjetiva, NEW ORDER, a falecida Crônicas Trendr e Coletividad. Meus textos para cada…


Photo by Adi Ulici on Unsplash

Mais triste que olhar pro passado,
Pros que partiram e o que foi,
É olhar para o já, quando este é feliz,
Sabendo que, como tudo,
O que é
Logo mais
Vai acabar;

Todo momentinho,
Tudo que é singelo e nosso,
Está fadado
Ao fim;

Hoje foi um dos dias bem difíceis para mim,
Daqueles em que a melancolia atinge com tudo
E até as menores tarefas parecem grandiosas,
Daqueles que se trava com tristeza,
Em que mal se pode fazer o mínimo,
Em que nem o sol direito esquenta
E nenhuma beleza conquista;

Mas entardeceu, o céu se encantou…


Photo by Marcus Urbenz on Unsplash

Às vezes, decido ir atrás do link de uma música no Youtube, mesmo quando já estou a escutando em outro lugar. O que procuro, porém, não é aquilo que ouço. O que quero encontrar é uma seção de comentários.

Em algumas das minhas músicas favoritas, já li mais de uma vez todos os comentários que foram feitos. Saudoso, releio aqueles mais antigos enquanto penso nas alegrias do mundo de seis, sete, oito anos atrás. E leio os comentários das pessoas que, como eu, voltaram mais recentemente atrás das mesmas saudades.

Sinto-me intimamente conectado com estes estranhos espalhados por todo planeta…


Photo by Amin Moshrefi on Unsplash

Ela morreu às seis e vinte e três da tarde na poltrona de casa, sufocando e sentindo os pulmões falharem. Na verdade, não foram os pulmões que a mataram, mas uma arritmia cardíaca decorrente do pânico por não respirar. Se ao menos tivesse permitido ao corpo que morresse com mais calma, talvez durasse alguns momentos dolorosos a mais antes do ar parar de circular completamente por seu corpo cansado.

Apesar das suspeitas cada vez maiores de que talvez fosse morrer em breve, tinha se mantido esperançosa até os últimos segundos de que ia melhorar.

Esse otimismo carregava algo de benéfico…


Reflexões sobre o impacto invisível que atualizações, estratégias corporativas, públicos alvo e UX têm na vida de todo mundo

ciReticências estilizadas, logo e ícone do app do Medium atualmente.

Quando o código muda, tudo muda.

Pra todo lado, times de desenvolvimento em empresas de tecnologia estão agorinha mesmo tomando decisões pensando em novas formas de ganhar dinheiro. Só tem um pequeno efeito colateral desse processo, um subproduto inconveniente, mero detalhe, que eles não costumam levar muito em conta: como suas escolhas podem afetar a nós todos.

Quando o Google lança uma atualização de sua engine de buscas, o mundo muda. E muda muito. Algumas empresas podem falir só por isso, outras podem se deparar com um repentino sucesso. Consequentemente, algumas pessoas vão ser demitidas, enquanto outras talvez consigam comprar uma casa na praia. Ao pesquisarem…


Photo by Brock DuPont on Unsplash

A música da vida vai tocando em silêncios,
Contando das maldades dos tempos que vem vindo,
Tudo que parece eterno vai sumir
E aquilo que parecia sólido está em vias de ruir,
Não tem saída, não tem jeito,
Sendo causas, garantimos os efeitos,
Não tem clímax, nem inversão,
Nem esperança ou lição,
Tudo é o que é,
Irreversível,
Desesperançoso
E terrível,
E todos se encolhem nos seus cantos, perdidos,
Com seus “eu avisei” e suas opiniões,
Suas negações, seus mitos,
Rezando para suas crenças por salvação que não terão,
Tentam tirar razões daquilo que não tem sentido,
Criam máximas duras,
Mas que só acalentam pela convicção
Porque qualquer comentário parece melhor que se calar,
Qualquer verdade parece…


Hoje fiz vinte e seis anos.

Sempre gosto de escrever algo nesse dia, como um marco de onde estive durante a idade que passou. Tem casos em que é algo curtinho, volta e meia é algo maior. Vou começar os 26 escrevendo um pouco mais.

Algumas vezes, o contraste entre onde estava de um aniversário para outro é enorme. Perceber isso me dá uma noção de como minha vida vai caminhando, então gosto de comparar o dia 21 de fevereiro de um ano com o de outro.

Eu comecei os 25 anos numa sexta-feira. Foi logo antes do coronavírus parar…


Duas perguntas sobre como branding e interesses de mercado impõem à cultura o que ela pode e não pode ser

Imagem de divulgação para Soul, filme da Disney disponível no Disney+. Disney/Pixar via Polygon, retirada daqui.

Um reflexo (lindo) das limitações e benesses do nosso tempo.

Lançado no último natal exclusivamente pelo Disney+, o novo filme da Pixar é tudo que se espera dele. Logo de cara, resumindo do que se trata: a história acompanha Joe, um professor de música obcecado por sua arte e que ignora todo o resto da vida, até o momento em que sofre um acidente e morre logo no dia em que teve a grande oportunidade que sempre buscou.

Então, encaminhado a um ambiente de “pós-vida” em formato de alma fofinha, ele conhece a estrutura de almas desencarnando, subindo para o além, e de novas almas surgindo e se preparando para…


Photo by Zach Vessels on Unsplash

Fábrica abandonada,
Suja, cacos pelo chão,
Banheiro entupido, fezes espalhadas,
Abandono de tudo, paredes pendendo,
Cachimbos de vidro, pedrinhas, isqueiros,
Cobertas puídas, paredes demolidas,
Pichações codificadas, cadeado arrebentado,
Disseram que toda vez abrem de novo, não adianta,
Usuário sim, mas sou honesto, um velho murmura,
Veio do sul, disse que nasceu no Paraná,
Como chegou ali?
Carrinho de catador encostado na mureta,
Cachorrinho vira-lata acompanhando,
Goteiras, restos de lixo na fogueira,
Gente nos cantos descansando em escombros,
Policial acha um no meio do pátio, ao relento,
Tenta acordá-lo dando chutinhos no pé,
Será que tá morto?, a pergunta escapa,
Mas acordou,
Meio confuso, olhos inchados, tremia,
Disse que queria ficar ali, era difícil…


Photo by Om Prakash Sethia on Unsplash

E todos ao redor sobem ou caem
E crescem ou descem
E os amigos antigos ficam decadentes
Ou levam a cabo grandes projetos
E ficam ricos
Ou ainda moram com a mãe
E têm filhos
Ou divórcios
Ou não saem do lugar
E tudo parece ameaça,
Tudo parece adulto demais,
Triste demais,
Ou feliz demais,
E eu nunca saí do país,
Fulano mudou para a Austrália,
E eu tenho um bom emprego, que sorte,
Ciclano tá quase passando fome,
E tem aqueles que se distanciaram
E ninguém mais tem muito assunto direito
E às vezes encontros ocasionais na rua
Eram oportunidade de repetir as mesmas histórias,
De parodiar por alguns…

Rodrigo Goldacker

Termos e silêncios alternados.

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