Uma seleção meticulosamente construída, tipo um Best of

Um desenho meu originalmente publicado aqui no Medium junto desse textinho aqui.

Quem?

Vamos tirar logo da frente aquele roteirinho básico: Rodrigo, 26 anos. Oi.

Trabalho como UX Writer desde janeiro de 2021. Antes, passei quatro anos como redator numa agência. Eu me graduei em Publicidade, pós-graduei em UX Writing e agora sou um (sofrido) mestrando em Comunicação. Para além dessas formalidades bobas, o que realmente importa é que sou um fulano qualquer que escreve.

Caso deseje entrar em contato comigo, por qualquer que seja o motivo, meu e-mail é ro_goldacker@yahoo.com.br e você também pode me mandar um oi pelo LinkedIn, Twitter, Facebook ou Instagram.

Por que essa lista existe?

Em cinco anos neste singelo perfil, foram duzentas…


Photo by Erika on Unsplash

Em São Roque, a cidade é tão pequena
Que de qualquer lugar, mesmo no centro, dá pra ver
Como fundo as montanhas ao redor,
Sempre verdes e vazias e não tão distantes,
Comumente tomadas por neblinas
Que tornam céus mais íntimos da terra,
Confundindo fronteiras
Entre o que é e o que não é,
Dando pro horizonte misturado
Um jeitão meio estranho
De mistério e sonho;

Em São Roque, os sinos das igrejas
Batem de hora em hora,
As estradas de terra entram fundo no mato, sem pudor,
E as estradas pavimentadas ficam sujas de bosta de cavalo,
Os passarinhos dançam no céu,
O gato…


A primeira foto é de 24 de março de 2020, quando eu ainda morava em um apartamento em São Paulo e estava entrando na minha primeira semana de “quarentena”, que na época todo mundo dizia que ia durar “uns dois meses no máximo”.

Eu tinha mudado para o apartamento (que era pequeno e sem varanda) porque gostava de andar no bairro e ia economizar as passagens de metrô, já que ficava na mesma rua em que eu trabalhava. Eu era redator numa agência que ficava num sobradinho com um quintal gostoso.

A vida era legal quando eu podia caminhar na…


Ou o melhor pequeno compilado de versos tolos

Retirado do Pinterest, aqui.

O começo

Alguns anos atrás, nos longínquos 2017 e 2018, eu lançava de tempos em tempos aqui no Medium uns pequenos compilados de versinhos que achava que não eram bons o suficiente para serem publicados de maneira independente. Foram sete volumes desses, até que enjoei. Se você quiser conferir, aqui estão o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto e o sétimo.

Apesar da maioria dos poeminhas que saíram disso não serem lá muito bons mesmo, alguns pequenos tesouros brotaram da brincadeira — e eu sempre achei injusto deixar esses bons versos perdidos no meio dos versos ruins…


Uma reflexão (enorme e que ninguém vai ler) sobre a tensão entre criar o que se quer criar ou criar aquilo que os outros querem receber

Photo by engin akyurt on Unsplash

O quanto do que vou criar é aquilo que verdadeiramente quero expressar?

O quanto do que vou criar é aquilo que entendo que os outros querem que eu entregue?

Esse textão todinho é só sobre este único dilema.

E ainda não vai dar pra falar tudo.

1. Publicidade: discursos (quase) sem eu e focados nos outros


Photo by Jordan Whitt on Unsplash

Nosso grande fenômeno geracional (pelo menos se não aparecer outro pior) está ficando para trás. O momento que definiu a todos os que o viveram e que passaram por ele ainda vivos; a fase que impactou e deixará suas eternas consequências em nossas vidas, nos jogos de poder político, na cultura, nos contextos socioeconômicos, nos próximos capítulos da história humana.

Acabou. Ou pelo menos está acabando. Ou ainda, pelo menos estamos entrando em um novo capítulo um pouquinho diferente.

Foram dois anos pautados em uma situação destacadamente atípica que chegou de um dia para o outro. Uma situação que afetou…


Um texto mórbido e não exatamente natalino

Photo by Christin Noelle on Unsplash

Às vezes, sinto que minha família me contou a verdade sobre o Papai Noel cedo demais.

Lembro bem: tinha uns oito anos e no natal alguém simplesmente virou para mim, enquanto eu desembrulhava presentes, e me lançou a seguinte pergunta: “você não acredita mesmo nessa história de Papai Noel ainda, né?”.

Também lembro que meu sorriso deu uma travada e que eu gaguejei. Menti que não, eu não acreditava mais “naquela história de Papai Noel”. …


Photo by Adi Ulici on Unsplash

Mais triste que olhar ao passado,
Pros que partiram e o que foi,
É olhar para o já, quando este é feliz,
Sabendo que, como tudo,
O que é
Logo mais
Não mais será;

Todo momentinho,
Tudo que é singelo e nosso,
Está fadado
Ao fim;

Hoje foi um dos dias bem difíceis para mim,
Daqueles em que a melancolia atinge com tudo
E até as menores tarefas parecem grandiosas,
Daqueles que se trava com tristeza,
Em que mal se pode fazer o mínimo,
Em que nem o sol direito esquenta
E nenhuma beleza conquista;

Mas entardeceu, o céu se…


Photo by Marcus Urbenz on Unsplash

Às vezes, decido ir atrás do link de uma música no Youtube, mesmo quando já estou a escutando em outro lugar. O que procuro, porém, não é aquilo que ouço. O que quero encontrar é uma seção de comentários.

Em algumas das minhas músicas favoritas, já li mais de uma vez todos os comentários que foram feitos. Saudoso, releio aqueles mais antigos enquanto penso nas alegrias do mundo de seis, sete, oito anos atrás. E leio os comentários das pessoas que, como eu, voltaram mais recentemente atrás das mesmas saudades.

Sinto-me intimamente conectado com estes estranhos espalhados por todo planeta…


Photo by Amin Moshrefi on Unsplash

Ela morreu às seis e vinte e três da tarde na poltrona de casa, sufocando e sentindo os pulmões falharem. Na verdade, não foram os pulmões que a mataram, mas uma arritmia cardíaca decorrente do pânico por não respirar. Se ao menos tivesse permitido ao corpo que morresse com mais calma, talvez durasse alguns momentos dolorosos a mais antes do ar parar de circular completamente por seu corpo cansado.

Apesar das suspeitas cada vez maiores de que talvez fosse morrer em breve, tinha se mantido esperançosa até os últimos segundos de que ia melhorar.

Esse otimismo carregava algo de benéfico…

Rodrigo Goldacker

Termos e silêncios alternados.

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